1 de setembro de 2010

Só mais um dia...

"Um dia vamos ser felizes."

"Um dia vamos estar juntos."

"Um dia vamos viver a nossa história."

"Um dia vamos seguir o mesmo caminho."

"Um dia... um dia... um dia..."

Parecemos os pacotes de açúcar... mas eles terminam com "Hoje é o dia". Nós? Nós adiamos sempre para amanhã...

14 de maio de 2010

Sótão arrumado... hora de mudanças!

Arrumei-te na caixinha, no canto do sótão... Finalmente, estás onde já devias estar há algum tempo. E se calhar já lá estavas... eu é que não tinha percebido. Tudo o que vivemos vai comigo, vá eu para onde for, esteja eu com quem estiver, mas tu ficas. Ficas na caixinha, dentro da gaveta trancada a sete chaves. O meu medo não é que tu vás embora, até porque já foste há muito tempo, o meu medo é que saias e me encontres... Levo comigo o que me ensinaste, o que mostraste, o que me deste... Tu ficas! Não podes vir comigo até ao fim porque eu já não consigo carregar-te. Tornaste-te demasiado pesado e o meu amor já não consegue contigo... Se calhar, tal como dizias, não tinha de ser... Ou tinha de ser enquanto durou, enquanto durou o nosso tempo, mas ele acabou há muito. Vou amar-te sempre... à minha maneira, mas a vida mostrou-me que há muito mais para amar e eu vou atrás desse mais. Tu ficas aí, mas segue em frente porque a vida não pára e não faz intervalos para descanso dos passageiros. Um dia vamos abraçar-nos e falar do nosso amor como de uma conto de fadas porque não nos vamos lembrar do que foi mau... se esse dia não chegar, contaremos a outros, para que eles saibam que o amor existe.
Fica um até já... como sempre ;)

4 de maio de 2010

"Momentos que passam, saudades que ficam!"

Estou com um nózinho na garganta... pensei "vai dormir, que isso passa!", mas depois lembrei-me que a minha avó sempre me disse que não se podia dormir com coisas apertadas... muito menos na garganta.
Decidi ouvir uma música, podia ser que acalmasse... mas só piorou, lembrou-me de ti. E não, hoje não falo de ti, mas de ti oh Coimbra! Cidade que me acolheu ao nascer e em todos os grandes momentos da minha vida. Como posso eu esquecer-me do momento em que olhei para a "Cabra" como caloira? Ou da primeira serenata que ouvi? Ou de todas as vezes que entrei no recinto? Como poderei esquecer que acolheste uma história de amor? Que em cada rua tua, há uma recordação desses anos, desse amor, de felicidade, de tristeza?
Não posso Coimbra! E agora que o fim se aproxima a passos largos, tenho de chorar por ti, dizer-te o quanto me ensinaste, o quanto tens de mim... o quanto levo de ti!
Ainda não te deixei oh "mãe" e já tenho saudades do teu colo. Promete-me que ficas por aí, que não mudas muito e que me abraças sempre que eu a ti voltar!


"Segredos desta cidade, levo comigo para a vida!"

27 de abril de 2010

I don't want you, i need you!!

Tenho saudades tuas...
Digo isto tantas vezes... até eu já estou farta de o ouvir da minha própria boca, mas hoje falo(-te) de outras saudades. Falo das saudades que tenho de falar contigo sobre tudo e sobre nada, dos teus conselhos, das tuas sugestões, da tua paciência para me ouvir durante horas. Falo das saudades que tenho da tua amizade...
Há muito que não queres saber, que não te interessas, que não queres participar na minha vida. Até agora isso não me tinha afectado, mas quando chegam os momentos importantes, como os que estou prestes a passar, e tu não estás, dói! Queria ligar, pedir-te um chá às cinco da manhã ou um pequeno-almoço, pedir-te duas horas entre os exames... nem precisava de tanto, quaisquer cinco minutos teus me bastavam. Só queria partilhar contigo o que tanto me anima e desanima, o que me ajudaste a construir, o que me disseste para não abandonar... mas tu não estás aqui, não queres estar aqui.
Tenho saudades do teu amor, mas é a tua amizade que me faz mais falta! Vou esperar (como me ensinaste), quem sabe se um dia destes não aparece alguém que queira saber de mim, como tu quiseste.

4 de abril de 2010

Construí um muro, como que uma fortaleza, e agora não a consigo derrubar... Ou se calhar não a quero derrubar. Prefiro manter o escudo levantado e ter a certeza de que nada me pode atacar, a baixar as defesas e deixar-me envolver por algo que, mais cedo ou mais tarde, vai desaparecer.

Brandie Carlile - Hiding my hearth away

So this is how the story went
I met someone by accident
That blew me away
That blew me away

It was in the darkest of my days
When you took my sorrow and you took my pain
And buried them away, you buried them away

And I wish I could lay down beside you
When the day is done
And wake up to your face under the morning sun
But like everything I've ever known
I'm sure you'll go one day
So I'll spend my whole life hiding my heart away
And I can't spend my whole life hiding my heart away

I dropped you off at the train station
And put a kiss on top of your head
I watched you wave
I watched you wave
Then I went on home to my skyscrapers
Neon lights and waiting papers
That I call home
I call it home

And I wish I could lay down beside you
When the day is done
And wake up to your face against the morning sun
But like everything I've ever known
I'm sure you'll go one day
So I'll spend my whole life hiding my heart away
And I can't spend my whole life hiding my heart away

I woke up feeling heavy hearted
I'm going back to where I started
The morning rain
The morning rain
And you know I wish that you were here
But that same old road that brought me here
Is calling me home
Is calling me home

And I wish I could lay down beside you
When the day is done
And wake up to your face against the morning sun
But like everything I've ever known
You'll disappear someday
So I'll spend my whole life hiding my heart away
And I can't spend my whole life hiding my heart away